OS PORQUÊS DA CRÍTICA

OS PORQUÊS DA CRÍTICA


          A coisa mais fácil do mundo é criticar o outro sem procurar saber por que ele diz o que diz e por que faz o que faz. Na Igreja Católica, o caminho mais fácil é criticar os outros grupos de igreja dos quais discordamos, sem procurar saber qual a sua origem, por que dizem o que dizem, oram como oram e fazem o que fazem.
Serve para nós, serve para eles. Cabe a todos, sem exceção conhecer-nos de verdade para que, então, quando houver críticas a fazer, sejam feitas com amor. Se houver elogios a dar, que sejam dados com o mesmo amor e sem excessivos louvores. Elogiar é uma coisa e glorificar é outra. Não temos que concordar com todas as propostas e respostas dadas por outros católicos e nem eles são obrigados a concordar conosco.
Há um saber essencial, inspirado no qual devemos, todos, caminhar, após e só após o qual há as diversas opções. Se o Papa e os Bispos aprovam determinado movimento do qual nós discordamos por alguma razão de ênfase ou de formação, então é bom que aceitemos esse movimento.
Se as autoridades acham valor neles, compete a nós também achar valores. Se estivessem tão errados, a Igreja  teria –os suprimido porque este é o papel da autoridade: corrigir, redirecionar e, se o desvio for inaceitável, suprimir a congregação, ordem ou movimento.
A unidade pode exigir isto. Mas se eles estão na Igreja e nós também estamos, precisamos aprender a discordar sem odiar e a valorizar tudo o que eles têm de bom. E quando acharmos ser nosso dever corrigi-los, ou ao menos questioná-los, façamos com ternura e respeito.
Há duas atitudes famosas, uma de Gamaliel e a outra de Tertuliano. Tertuliano, mais radical, opunha ouras filosofias à cristã dando a entender que não teríamos nada a aprender com filósofos não cristãos. Mas ele mesmo acabou rompendo com a Igreja por conta de seu radicalismo. Gamaliel aconselhou seus pares judeus a não condenar algo novo só porque era novo. Falava do nascente cristianismo. Se não fosse de Deus se esvairia com o tempo, mas se fosse os agressores perderiam.
Nossa condição de católicos exige que dialoguemos, concordemos e que discordemos, a depender o tema, do comportamento e do caminho trilhado pelo outro. Mas é bom que tenhamos argumentos imbatíveis. Pura e simplesmente investir contra não é atitude de católico; omitir-se também não. Se corrigidos digamos: “Tentarei me corrigir” Se ele errou digamos: “Sobre este assunto creio estar melhor informado que você. Permita-me corrigi-lo”. Pode ser o começo de um frutuoso diálogo.

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