A bênção e os milagres

Para ofertar o dízimo, certamente não precisaremos pedir em troca céus e terra. São Paulo ensina: “Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio” (Rm 8,28). Quando somos promotores do bem e procuramos agir com retidão em tudo que fazemos, seguramente poderemos contar com a força de Deus em nossa vida. Existem harmonia e conjunção de forças positivas para aquela pessoa que alimenta bons pensamentos, só deseja o bem para os outros e não deixa nem a raiva, nem a inveja, nem a soberba alimentarem sua vaidade. O dízimo é uma bênção na vida daquele que crê na força da proclamação da Palavra, tem fé na Trindade Santa e por isso apresenta sua vida como oferenda viva, e sabe o valor que tem ofertar o dízimo na comunidade. A decisão de ser dizimista coloca-se no conjunto das atitudes de quem quer ser cristão de verdade: Quero ser um cristão para valer, pois recebo tanto de Deus! Sinto que sua graça me fortalece e  acompanha-me. Além do que, tudo o que faço e tenho, foi graça Dele, que firmou meus passos e minha cabeça para eu não vacilar. Em minha vida de trabalhador, ofertar o dízimo significa fortalecer a vida de minha comunidade para que ela possa anunciar e celebrar a fé com mais vigor e ajudar aqueles que buscam a sua sombra. É uma forma de agradecer a Deus e reconhecer que tudo vem Dele e vai para Ele. Numa sociedade que prega a prosperidade baseada no consumo, a bênção está se tornando um negócio lucrativo. Uma pessoa desesperada quer uma solução mágica. O aflito não quer receber a bênção divina porque ofertou algo gratuitamente, mas quer fazer um negócio para que sua vida melhore. Os templos religiosos lotados de pessoas são sinais da bênção ou do desespero de uma sociedade desordenada e caótica? A casa de Deus é um consultório? Que tipo de consultório? A sociedade na qual vivemos é ordenada ou desordenada? Está correta uma sociedade consumista que prega a ilusão de uma vida eterna a partir do consumismo? Dízimo não é comércio e, sim, uma bela forma de gratidão na comunidade de fé. Dízimo não é um gesto mágico, mas uma bênção de Deus porque está colocado a serviço do Reino de Deus. Dízimo não deixará ninguém rico financeiramente, mas rico da graça de Deus. Dízimo é bênção quando acontece o milagre da partilha, da multiplicação dos pães, da oração, da Eucaristia, da justiça e do compromisso comunitário. Ninguém deve doar o dízimo, e, sim, devolver a parte de Deus. Tudo o que é de Deus é bênção. Fonte: Calvo, Edmundo de Lima – Dízimo: bênção de Deus – 5 ed. São Paulo: Paulinas, 20

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